Igreja de Sant’Ana

Informações Gerais

Descrição

A Igreja de Santana foi erguida em 1735, a pedido dos portugueses Manoel Teixeira Sobreira e Manoel Machado, na então localidade denominada São Pedro do Paraopeba — hoje distrito de Santana do Paraopeba. partir de então, a igreja tornou-se a principal referência religiosa da região: o culto a Sant’Ana — avó de Jesus Cristo, segundo a tradição católica — ganhou força local.

Nos seus mais de dois séculos de existência, a igreja acumulou memória, fé e história. Recentemente passou por um processo de restauração: em 2020 foram refeitas as obras estruturais — fundação, alvenaria, sistemas elétricos e hidráulicos, telhado e paisagismo. Entre 2021 e 2023, foram restaurados os elementos artísticos internos sob responsabilidade do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, iniciativa da prefeitura local.

Além disso, dentro da igreja foi implantado o Memorial de Sant’Ana — espaço que reúne a história da devoção a Sant’Ana, bem como documentos, iconografias e narrativas sobre a igreja e sua importância regional.

Fonte: Arquivo Viajando com Toledo

RELEVÂNCIA HISTÓRICA

Valor Cultural

A Igreja de Santana é um dos marcos fundacionais do povoado que daria origem à comunidade de Santana do Paraopeba — e, por extensão, ao município de Belo Vale. Sua edificação demonstra a presença dos primeiros habitantes europeus (bandeirantes e colonizadores) e o início da organização territorial e social da região. Como local de culto religioso secular e ponto de peregrinação, a igreja abriga tradições de fé e religiosidade que atravessam gerações. A cada 26 de julho — data de celebração de Sant’Ana e São Joaquim — a igreja reúne devotos vindos de diversos lugares, reforçando sua importância espiritual, social e simbólica no interior mineiro. A própria restauração recente e a criação do Memorial de Sant’Ana mostram que a comunidade reconhece e valoriza esse patrimônio — não apenas como edifício antigo, mas como memória viva, identidade local e transmissor de história. Isso reforça a noção de patrimônio não só material, mas de intimidade cultural: fé, memória, comunidade e relações sociais. A igreja também representa um elo entre passado e presente — integrando a história colonial, o ciclo de povoamento, a devoção religiosa, e hoje o turismo histórico e cultural. Para visitantes e moradores, ela oferece visibilidade da herança histórica de Belo Vale, incentivando o reconhecimento e preservação dos valores que moldaram a região.

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